sábado, 10 de outubro de 2015

A eternidade...



Quando eu morrer tomarei dos poetas a companhia e a cumplicidade das asas, rodopiarei em voo feliz sobre o Castelo e a Fonte da Praça, e beijarei as ruas de Vila Viçosa trazendo comigo a paz infinita que respiram por entre o alvo esplendor da cal com o seu rodapé de muitas cores.
Depois…
Rumarei a Lisboa passando pelo meu sobreiro favorito e dando-lhe um abraço, imediatamente antes de me sentar contigo num dos degraus de pedra que do Terreiro do Paço descem para o rio.
Ficaremos por ali eternamente na margem direita do Tejo cumprindo o destino de um beijo que jamais terá fim… no céu.
Porque se o céu existe para lá da morte, ele nunca poderá ser outro que não este que a vida e a Terra um dia nos ensinaram.  

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