domingo, 4 de outubro de 2015

Não há sequer um pequeno recanto de mim que não more contigo



O teu amor semeou em mim casas altas como castelos, refúgios, ou tão-só degraus coloridos que são bênção para quem busca o céu.
As janelas estenderam o horizonte que o olhar beija nas manhãs claras de Outono, e o impossível é hoje um lugar aqui tão meu e tão perto.
Solto suspiros pelas chaminés, como fumo, e o céu acode-me nesses instantes trazendo o calor de um abraço acendido pela vontade e um infinito desejo.
Casas altas de cidades sem fim, o céu, e tu que chegas todos os dias ao fim da tarde para a festa das palavras, para contarmos as histórias que nos entrelaçam pelos dias fora.
O teu amor semeou em mim casas altas…
E não há sequer um pequeno recanto de mim que não more contigo.

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