segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O meu coração tem janelas rasgadas...



O meu coração tem janelas rasgadas e cheias de luz, à beira das quais nos sentamos num poial caiado, os dois a inventarmos e a oferecer-lhes horizontes.
Entre a paz infinita que nestes instantes se sente no peito, e que o sangue leva a todos os mais recônditos espaços e segredos guardados em mim, fluem palavras e todas as cores, mesmo aquelas que os sentidos guardam só para si; que aquilo que contigo avista o coração, não se alcança com um simples olhar ou qualquer outro humano detalhe.
Voamos pelo infinito numa nave que inventámos só para nós, astronautas num sonho e acenando à lua de passagem, sem nunca deixarmos de perseguir o sol.
Tudo desde as janelas, do coração...
E a paz que se sente é a festa de voarmos juntos num infinito tingido de estrelas que afinal nunca será longe ou impossível; assim de mãos dadas, o universo somos nós.

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