sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Eu irei votar no próximo domingo...



Eu irei votar no próximo domingo, e aquilo que me move é o meu país; nunca será por mim que ele deixará de ter um futuro.
Com mais ou menos entusiasmo fiz a minha opção de voto entre as muitas que se me apresentaram, com a consciência de quem nunca deixou de cumprir com os seus deveres de cidadania, com a isenção de quem nunca ganhou um cêntimo por via de quaisquer nomeações de âmbito político…
Eu vou votar, e a minha opção também não é influenciada por militância ou simpatia partidária; sou um homem de causas muito mais do que de agremiações ou corporativismos, e por isso ela assenta essencialmente em quem eu acredito que neste momento possa ser motor dessas causas que me movem e que tantas vezes vou partilhando por aqui.
Porque o meu voto é um detalhe muito sério desta relação entre mim e o meu país, recuso-me a entrar no “Reality Show” de campanhas em que a Teresa Guilherme é substituída pelo Correio da Manhã ou pelos posts no Facebook; as nomeações e as chamadas de valor acrescentado das expulsões têm a face de sondagens diárias; a “espontaneidade” é patrocinada; e os confessionários da má-língua se fazem em jantares e almoços de carne assada ou arruadas patrocinadas por excursões das Juntas de Freguesia…
Não gosto dos gritos, gosto das ideias; não gosto de quem quer vencer por demérito dos demais, mais que por méritos seus.
Tudo isso pesou na escolha e tudo isso estará no silêncio da cabine no instante em que eu votar por Portugal.
Depois… logo verei se os meus concidadãos pensaram e agiram como eu; caso contrário, respeita-se a sua escolha e seguimos todos para a Segunda-feira de uma nova semana, porque é isso a essência e o doce da democracia.

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