quinta-feira, 8 de outubro de 2015

As mil janelas que abres em mim



Às vezes paro para pensar e procurar qual o lugar onde tu guardas os mil poemas que me ofereces nas tardes que passamos juntos; e no circuito perfeito entre o olhar e um abraço, aqueles beliscos na mão ou um beijo que sabe a tudo e vida… não encontro nada.
Também revolvo a margem direita do Tejo, as ruas de Lisboa e as calçadas desenhadas por onde passamos, a Rua do Alecrim, os miradouros, os eléctricos, as Bolas de Berlim, os dois copos de sidra e… nada.
Vou às histórias que me contas, às nossas histórias… em vão.
E então quando de frente para a lua regresso a casa sozinho e começo a sentir as palavras que se libertam por entre a saudade e o perfume que me colaste à pele, entendo finalmente que sou eu a casa onde moram todas essas palavras, e elas sempre estiverem aqui à tua espera.
Estiveram à espera que as vestisses de açúcar e as soltasses pelas mil janelas que de mim abres para o melhor que tem o universo.

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