quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Ser rei...


Não é rei quem se abriga do céu passando a noite num palácio, mas sim aquele que até dentro de si abre espaço para melhor sentir o céu.

Enquanto deixo Lisboa, a noite vai caindo sobre a estrada à minha frente, mas com a lua a não permitir que o breu se instale.

O luar é definitivamente um tanto de luz e de dia que permanece.

Penso no meu almoço e nos dias de liberdade da minha amiga, rezo o terço, escuto Pedro Barroso no Spotify, saboreio contigo um Pastel de Belém e um chá por via do desejo...

O Homem é uma fórmula única mais ou menos secreta com muito daquilo que não cabe em Tabelas Periódicas.

Chego ao hotel depois de atravessar a mata, instalo-me e vou jantar.

À esquerda da mesa aonde me sento em frente a uma jarra de margaridas há um painel que evoca Os Lusíadas e o canto sexto: "A deusa que nos ceos a governava".

É Vénus, a deusa romana do amor.

Releio as palavras todas que me deste, revisito os beijos e as tardes em que penduramos a prudência para sermos nós e maiores num eterno abraço.

O amor dos deuses...

Tenho o céu cá dentro.

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