domingo, 14 de setembro de 2014

Instantes de uma romaria


Vindo do lado do Castelo vejo a lua tímida por entre as nuvens e por cima da Igreja de São Tiago. Na igreja mais antiga de Vila Viçosa, as pedras carregam letras de outras devoções.

Endóvelico? Presorpina?

Nós somos simples elementos de um universo gigante e somos instantes, pedaços de uma História longa feita de muitas devoções e muitos outros templos.

E a marca desta noite, o que a História e o universo nos pedem por aqui quando por cima de nós há um tecto de luzes coloridas, é a celebração da festa. 


A vida cantada por afectos, beijos, abraços, palavras, gestos...

A amizade saboreada como uma fartura polvilhada de açúcar e celebrada num brinde com sabor a ginja.

Antes do fogo de artifício, sobem ao céu então as muitas palavras, as gargalhadas tecidas das cumplicidades de anos e nascidas do assumido cruzamento das nossas histórias, o que nos faz tão bem, como se fosse pão a fornecer as raízes do alento.

E fazem-se projectos porque de aqui à próxima festa há doze meses para preencher da melhor vida; e para a grande maioria de nós os cinquenta são já uma realidade.

Voltaremos sempre num sábado de Setembro.

Para a romaria?

Sim, mas...

Para nos mimarmos.

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