segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Mas sim… amor…


Mesmo que os quilómetros tenham o sabor a décadas que parecem não ter fim, envolve-me e embala-me a certeza de chegar a ti naquele instante que reescreve a História, reordena a vida, despreza todo o supérfluo, e sepulta as dores e todas as solidões.
A oeste nada de novo… mas a oriente há uma ponte que desenha uma curva sobre o rio e que me transporta para o essencial: para ti e para o teu abraço, de onde sei, sempre se solta a poesia.
Encontro-me comigo e com todo o melhor do universo na hora em que me entrego ao teu olhar, e quando por entre a timidez que nos ofereceram os anos, nos dizemos:
- Amo-te!
E se outra palavra maior existisse para cumprir fidelidade a um tão grande e perfeito sentir, por certo habitaria aqui.
Mas sim…
Amor…
E amor somos afinal nós os dois; e de nós soltam-se milhões de palavras que enchem a tarde da cidade.
Há um barco muito pequeno com homens à pesca no Mar da Palha, há formigas em delírio a trepar por um banco à sombra do jardim, há um lençol tecido de betão que estendido, oferece sombra no pavilhão do Siza, há dois copos de Gin, há meninos em triciclos, há uma luz de indefinida cor que tinge as nuvens na hora do pôr-do-sol…
E estamos nós de mãos entrelaçadas e a escrevermos juntos a mais bonita história de amor.
   

Sem comentários:

Enviar um comentário