terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Liberdade, frutos, flores, asas, amor… um rio azul e nós que gostamos tanto de nos ver assim


Quem já andou descalço sobre a lama conhece bem o chão fértil de onde podem nascer frutos e flores.
Quem tomou banho num rio ou numa ribeira à sombra dos choupos nos dias quentes de verão, saboreou já a liberdade na pele e no todo, corpo e alma, quando sentiu a água a correr.
Quem brincou com os pássaros entre as árvores de fruto de um pomar ou de um quintal conhece bem as vantagens de ter asas e saber voar.
Quem tomou uma mochila às costas e ousou desembarcar numa terra nova que fez sua, sabe muito bem o que é renascer.
Quem um dia chorou por amor, conhece demasiado bem, pelo beijo e pelo olhar, o instante em que um novo e maior amor chega e se instala para fazer esquecer os demais da história… e que fizeram chorar.
E a sede acrescenta nobreza às fontes, e a cave dá valor às janelas altas de onde o rio se pode espreitar no seu esplendor azul.
A estrada é longa e cheia de sins e nãos, mas aquele que se constrói a si próprio por inspiração e vontade, aquele que responde conforme a alma; gosta muito mais de si quando se olha ao espelho das águas em qualquer fonte ou ribeira do caminho.
O caminho que nunca terá um fim para o mais ousado e destemido.
A estrada é longa e cheia de gente, de palavras, de cores… dos gestos que moldam a nossa história.
Liberdade, frutos, flores, asas, amor… um rio azul e nós que gostamos tanto de nos ver assim.

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