sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Um fado maior…


Sobe o pano, acendem-se as luzes, soa o primeiro acorde da guitarra… mas o fado é sentir-te aqui tão perto matizando o meu perfume com os aromas todos e perfeitos que carregas em ti.
Um fado maior…
O melhor fado num tom colhido directamente do sonho mais persistente em mim.
E há tantos fados que eu esperava que viesses…
Tristes fados que eu tanto insisti temperar de esperança.
A minha perna já namora com a tua e as duas seguem o ritmo da guitarra quando a voz do cantor solta as primeiras palavras, as letras alinhadas no testemunho de uma intensa paixão; mas já há muito a poesia se soltara livre e louca da tua mão no instante em que procurou e se colou à minha.
A rima de pele com pele, a poesia dos versos sem letras que têm o mesmo toque de todos os nossos beijos, a nossa paixão.
Não tardará o momento em que o público se rende, entregando-se a um grande aplauso.
A noite trouxe-nos hoje ao Coliseu para ouvir o fado, mas por entre toda esta gente, aqui sentados e envoltos neste amor; somos nós…
Sim, meu amor somos nós a mais inspirada canção.
E a vida, se é assim como um concerto e esta noite, jamais será para nós um palco com um cantor a falar de paixão e a fazer-nos chorar por entre a tristeza de uma enorme plateia onde nos vemos sós.

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