sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Mas que bem-me-quer a minha sorte


Pudesse o malmequer responder ao desespero de um apaixonado
E por entre o irreversível despentear da sua coroa por certo perguntaria:
- O que terão as minhas pétalas a ver com o sentir do teu namorado?

Nada mesmo
Direi eu

Que as pétalas já lá estão
São em número certo
E o final sempre depende do começo
Na flor
Tal qual no amor

Bem…
Malmequer
Etecetera e tal…

Eu no dia em que te encontrei
Quando te prendi no primeiro abraço
Desde logo percebi

Sim
Tu irias ser tudo aquilo que o meu sonho tanto quer
Chegaste para ser um longo e feliz final

Percepção?
Experiência?

Estas coisas do amor não têm nada de ciência

É algo que se sente

Aonde?

Onde haveria de ser?
No peito de toda a gente

E hoje pela manhã
Espreitando à janela e vendo o algodão que a noite semeou sobre os malmequeres
Franzo o olhar para melhor enfrentar o sol
O seu reflexo
E tentar ver alguma nesga do azul que sempre me oferece o mar

Sinto-me bem
Até assobio
Sinto-te tão no meu peito
Tão meu
Tão ao meu jeito

Sinto-me forte

Sexta-feira treze?

Enquanto bebo o café e penso em ti
Sorrio
E não resisto a pensar...

Mas que bem-me-quer a minha sorte

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