quarta-feira, 29 de julho de 2015

O nome das estradas

Uma estrada ganha sempre o nome do sítio de onde nos trouxe ou para onde nos leva, indiferente aos detalhes que se entrelaçam aos nossos passos enquanto caminhamos por ela.

E a memória dos quilómetros que até podem ser muitos e longos, apaga-se sempre no instante em que chegamos ao abraço doce que sacode a poeira, as adversidades, e até o cansaço da jornada mais ou menos difícil que nos levou ali.

Porque toda a História, mesmo quando tecida pelas feridas de duras batalhas, ganha uma doce marca de sucesso e orna-se das coroas de louros típicas dos heróis, quando desemboca nas latitudes da nossa vontade por impulso do ar que nos beija as asas no usufruto da mais perfeita liberdade.

Não importa o número de vezes que tivemos de parar para descansar, reganhar forças e consultar os mapas e as bússolas de que nos muniu o sonho.

Não importa quais as pedras ou as ervas que me adornam os passos; eu hoje venho de ti e sigo para ti.

As estradas...

São como os meus dias.

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