terça-feira, 14 de julho de 2015

Odisseia


Percorrerei quilómetros, a Terra, o universo inteiro... mas voltarei sempre aqui à proa da cidade, a Ítaca que almejo em tantas Odisseias que fiz minhas.

O horizonte colhido entre duas colunas, o Terreiro, Lisboa, o cais onde o Tejo nos beija, e tu, o céu perfeito que me abraça e me adopta, porta aberta para o Olimpo que é a casa dos loucos que ousam sonhar, muito mais do que dos deuses.

Abraço-me a ti, dou-te um beijo que traz com ele os aromas todos do verão da eterna Olisipo, os morangos e os figos maduros na pátria eterna dos amores cantados em todos os fados.

Quero ficar para sempre aqui onde as palavras me acodem aos lábios, as palavras que tu me vais ditando à alma em cada passo, em cada olhar...

Quero ficar para sempre aqui a oferecer ao rio o reflexo do mais perfeito abraço: eu e tu.

Ou quando Lisboa sorri ao entardecer, vaidosa por ser a casa do mais completo dos amores.

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