segunda-feira, 27 de julho de 2015

Gaivotas



Tenho saudades de um abraço, de um beijo... mas nunca deixa de ser céu esta distância que nos separa.
Há entre nós uma eterna coerência de azul e de infinito; no desejo, no céu tantas vezes tecido apenas pelas palavras com que voamos no sonho e pela liberdade, o infinito tesouro dos sentidos que se esconde nos mil beijos que me escreves por entre a palavra amor.
Sim, somos gaivotas de asas soltas bebendo do vento o impulso de chegar até onde a vontade nos pede que cheguemos, e por entre o rodopiar doce com que moldamos os dias, nós paramos pousando junto ao mar provando-lhe o sal e a poesia que só as ondas sabem cantar, indiferentes aos ruídos sinistros das cavernas que o tempo teceu nas entranhas da Terra.
Paramos pousando junto ao mar…
É quando matamos a fome dos beijos e dos abraços.

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