sábado, 4 de julho de 2015

Rimas e bolos, um texto para não diabéticos


O meu amigo Daniel Espanca ficou encantado porque o poema “Vivo contigo”, que faz parte do livro NÓS que eu e o Ângelo Rodrigues lançámos recentemente, fala de Bolas de Berlim. Durante a sessão de lançamento em Vila Viçosa pediu-me poesia com mais variedade de bolos e eu hoje faço-lhe a vontade:
A história que vou contar
É do tempo da minha avó
Eterna como o “Folar”
Doce como o “Pão-de-ló”
Lá para os lados da linha
Existia uma tia bem “Queque”
“Babá” era o nome que tinha
Dama de “Suspiros” e leque
“D. Rodrigo” era seu marido
Partilhava o seu “Travesseiro”
Um “Russo” algo delambido
“Pampilho” muito matreiro
Já ia “Torta” aquela união
Quando por quase nada
Irrompe uma discussão
E ele leva com uma “Queijada”
Ela ouviu das boas
Um “Jesuíta” foi chamado pela criada
E enquanto se queimavam as “Broas”
Acabaram à “Tigelada”
Todo sujo na honra e na gravata
Disse-lhe ele com uma raiva sem sim
- Querias ser um “Pastel de Nata”
Mas és gorda, uma “Bola de Berlim”
Incrédula, ela disse: hannn?
- Tu comigo estás tramado
Pensas que és um “Croissant”
Mas nem chegas a um “Bom bocado”
E o divórcio não tardou
“Guardanapos” e “Lençóis” divididos
“Mil folhas” que o juiz lavrou
Impropérios jamais ouvidos
Assim se vê como a vida é um teste
Aquilo que às vezes o amor é
Ele hoje bebe Vodka lá no leste
Ela come “Brioches” na Garrett

E agora e como diria a minha amiga Béquim nos tempos clandestinos da Rádio Campanário:
- Bom apetitiiii.

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