sábado, 13 de dezembro de 2014

A chuva e um homem que sorri


Talvez poucos entendam porque é que um homem sozinho sentado aqui a escrever em frente a uma janela a que a chuva matou o horizonte e de onde apenas se avistam as árvores despidas rendidas ao inevitável inverno, se sinta o homem mais feliz do universo.
O silêncio foi sendo rasgado pela Sinfonia número dois de Mahler.
E bastaria Mahler…
Mas a riqueza de um homem será sempre aquilo que ele sente, muito mais do que qualquer detalhe que dele se vislumbre ou possa contar; e hoje eu tenho em mim, por ti e para ti, um amor capaz de esmagar todos os silêncios e solidões do mundo.
Quando ontem vi o sol despontar por sobre a planície fazendo brilhar a geada que de alvo manto revestira o campo, quando entrei na minha velha escola para contar às dezenas de netos dos meus amigos de sempre, que a poesia é a vida inteira… talvez eu já desconfiasse que a noite me traria o teu abraço, e que por Lisboa e entregue ao cuidado do teu olhar perfeito, eu cumprisse o sonho maior de amor que carrego em mim desde menino.
E nem importa se às vezes se nos falham os traços ou as palavras, se entre nós se faz todo o amor que nos preenche, e ainda sobra amor para nos fazer sorrir.
Como agora…

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