segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Um até já solto de um beijo e o meu melhor Natal


Há silêncios onde moram infinitas palavras…
Há momentos de estar só que são fonte de muitos beijos…
Há ruas e cidades que condensam em si o mundo inteiro…
Há campos vazios abandonados à chuva e ao sol de inverno, mas que transpiram já aromas das flores que lhes vestirá a primavera.

Há o estar parado e a sentir que se voa…
Há mãos vazias envoltas no eco de carícias…
Há poentes com a esperança de um amanhecer…
Há o nada que é tudo…
O não que é sim…
O raro que é especial…
O normal que é anormal…
Há o caso sério que é um entrudo…
E o carnaval que por nos juntar e fazer rir… tem algo de Natal

Há um simples chá partilhado que vale uma consoada…
E há aquele perfeito momento em que depois de me teres dado o presente, e mesmo ali diante de toda a gente, me dizes que o futuro será nosso…

Depois…
Um até já solto de um beijo, um beijo só, que não se poderá comparar com absolutamente mais nada…
E eu que canto pelo caminho.

Este é por ti, o meu melhor Natal.
Com o amor a fluir entre beijos, palavras e desenhos…
Sem presépios, estrelas, pinheiro e azevinho.

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