segunda-feira, 11 de maio de 2015

Há uma paz imensa que se solta desta inquieta vontade de chegar…


Há uma paz imensa que se solta desta inquieta vontade de chegar…
Contradição do amor; tal qual este tanto gostar de mim mesmo que cresce à medida que descubro que te amo assim tão infinitamente, e penso em ti muito mais do que o faço em relação a tudo aquilo que existe em mim… ou ao redor de mim.
E a pressa de chegar…
Rogo às ruas que me encurtem a distância, ao tempo que me empurre pela tarde e à vontade que me vista asas e eu possa voar para ti.
Como um pássaro destemido.
Por entre a paz.
Eu sei que me espera aquele abraço, quando os nossos olhares já contaram os segredos todos no breve calor de cinco segundos e quando a história e os detalhes da pressa de chegar já se apagaram algures nos corredores do gélido panteão da memória.
Não me falta nada.
Sou eu finalmente.
A vida mima-me como se cada dia fosse um doce pedaço de Torrão de Alicante retirado de uma caixa de madeira comprada por aí.
Caminhamos os dois lado a lado pelas curvas e contracurvas de uma conversa que jamais terá fim.
As palavras nascem de nós e falam de amor.
Eu olho-te discretamente enquanto caminhamos e pela tua perfeição descubro-me o homem mais feliz do universo.
Contradição do amor.
Sou eu finalmente.
Por entre a paz.

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