domingo, 24 de maio de 2015

Os domingos que caminham para os abraços


Gosto muito destes domingos que se alinham com o meu desejo e caminham para os teus braços.
O dia faz-me a vontade, e a pouco e pouco, leva-me pelas ruas que tomaram voz do eco das palavras e dos beijos, da festa dos nossos olhares entrelaçados enfeitando todo o tempo que ousámos inventar.
Depois... o abraço; e sempre sem que nenhum dos sentidos se demita desse instante.
Amar-te é dar-te tudo, ficando eu estranhamente o mais rico de entre todos os Homens; amar-te é esquecer-me de mim para poder ser verdadeiramente eu na plenitude dos sonhos e dos mais exigentes desejos...
Amar-te será eternamente este abraço que perfuma e enfeita as horas, fazendo-as parecer perfeitas, quando somos nós que estamos a viver aquilo que de mais perfeito que a vida tem para nos dar.
Amar-te e este abraço; hoje por entre a explosão lilás da primavera de um domingo que pelas ruas de Lisboa já fez florir os jacarandás, e onde persiste o eco e a voz do nosso eterno amor.

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