segunda-feira, 4 de maio de 2015

Jamais te deixarei morrer entre os silêncios


Jamais te deixarei morrer entre os silêncios, os vazios e calados instantes de onde sempre te resgatarei por força das palavras de amor que semeias em mim.
Essas mesmas palavras que acordam comigo em cada madrugada.
Abraçar-te-ei depois no velório do “mais ou menos”, a casa de onde ressuscitará a esperança mais fantástica e mágica do universo: a vida nova e boa que sonhamos.
Os dois, uma casa no campo debruada de amarelo, os castanheiros, as glicínias, as flores de todas as árvores que chegarão para enfeitarmos a primavera.
Os cucos que soltarão música do cimo de todas as árvores.
E a eternidade…
Quem goza de um amor com a marca de sempre despreza os dias e as horas; aqueles que como nós são “malta da eternidade” não se preocupam sequer com os incómodos e dores da saudade.
Há muito que tomámos o tempo, que o fizemos nosso.
E eu jamais te deixarei morrer.

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