terça-feira, 7 de abril de 2015

Alguém hoje me perguntou se tu existes


Alguém hoje me perguntou se tu existes.
Não respondi.
As respostas dadas relativamente àquilo que é óbvio são ofensas à inteligência do receptor das mesmas; e longe de mim querer maltratar a pessoa que me questionou.
E o óbvio…
Eu jamais saberia falar de beijos que sabem a mel se não tivesse comigo os teus beijos; sou incapaz de escrever palavras de amor e limito-me a colhe-las das nossas tardes de Lisboa, tantas vezes junto ao Tejo, e das mensagens que trocamos ao luar ou ao amanhecer, as mensagens todas em que me tratas por meu amor…
Como poderia eu sem ti dizer que o meu mundo mora num abraço, que o meu céu é um olhar…
Como ousaria eu falar de desejo se não tivesse passado tanto tempo a saborear a tua pele perfeita ao toque das minhas mãos.
Jamais eu falaria de flores sobre dias que não tivessem o teu nome.
Se o poeta é um fingidor como dizia Pessoa, eu serei poeta mas apenas porque ouso pôr palavras em toda a vida perfeita que me dás.
Sem inventar nada, porque… sim; definitivamente, tu existes.

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