domingo, 12 de abril de 2015

O amor desenha traços sobre as paredes vazias


O amor desenha traços sobre as paredes vazias, traços coloridos como astrolábios e balsas na rota para os dias que queremos muito e ousamos viver.
E nos serões passados em casa e alumiados de forma ténue por um pequeníssimo candeeiro, libertamos do mundo o olhar, quiçá de um livro, da poesia... e fixando-nos nas paredes à nossa frente, deixamo-nos ir colhendo vida ao jeito de quem apanha maçãs maduras num pomar, tomando coordenadas de instantes de onde invariavelmente nascem flores… porque os sonhámos intensamente.
Flores, pequenas e azuis, aquelas que não se vêem mas que se sentem.
Flores inscritas nas paredes... mas iguais às que levamos tatuadas em nós nesta viagem feita tantas vezes com a cumplicidade terna da luz de qualquer lua.
Porque o amor desenha traços… em nós.
E as paredes e o mundo são apenas espelhos que tomam do nosso olhar o tudo perfeito que o amor nos dá.
Nesses dias que queremos muito e ousamos viver.

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