domingo, 26 de abril de 2015

O sol e as palavras que teço para ti


Voltei hoje a sentar-me no recanto de onde te escrevo ao jeito de quem namora, a mesa onde teço palavras e lhes peço que cresçam e voem para que te abracem.
Na sexta-feira trouxe um cravo vermelho de uma tertúlia sobre a liberdade, e ontem no campo escolhi duas rosas, também vermelhas, que mais tarde juntei ao cravo numa jarra que está agora à minha frente.
As flores olham-me enquanto te escrevo…
E entre elas e eu, o homem que procura e escolhe as palavras; entre a liberdade, a paixão e o meu pensamento que te resgata da distância, há uma sintonia perpétua e perfeita.
Eu amo-te com o vigor rubro de uma rosa e o teu amor é a expressão suprema da minha liberdade.
A paixão conta bem mais para a vida do que o sangue que em mim pulsa e corre…
E é repousado nos teus ombros que me encontro, e é nos teus beijos que nada de mim sobra ou falta. Sou eu completo e de verdade, sou eu pleno e coerente, sou eu a respirar o aroma doce da minha liberdade.
Toda a noite choveu copiosamente contra as vidraças, mas o dia parece querer revestir-se de sol. Já o vi aqui timidamente a beijar as flores à minha frente.
Eu amo-te com o vigor rubro de uma rosa…
E escolho cuidadosamente as letras, teço as palavras e deixo-as depois aqui para que o sol as beije e as possa ler com cuidado.
O sol alimenta-se das flores, e também de nós, para assim poder falar de amor a toda a gente.

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