quarta-feira, 8 de abril de 2015

Viver é o exercício da minha liberdade



É destino obrigatório para quem ama, a impotência das palavras na expressão da verdade daquilo que sente.

Dir-me-ão que os poetas rompem este fado, como afinal tantos outros humanos destinos.

Os poetas aproximam-se muito mais da verdade dos sentimentos mas não tanto pelos méritos do seu léxico; será muito mais pela ousadia que rompe os tabus na hora de o fazerem.

Eu poeta me confesso...

Na tarde da última Quinta-feira, quando te dei um abraço antes de irmos cada um para a sua Páscoa, eu percebi claramente que jamais poderia descrever com exactidão o que senti.

Por ser o maior de todos os sentimentos.

Mas não temo dizer que o senti, e não me privo de convocar palavras para escrever aqui o que disse por entre a festa dos nossos olhares:

- Há uma vida inteira que esperava por ti.

Destemido...

E digo-o sempre sem dizer como te chamas, fixando-me na essência do abraço e do sentir, muito mais do que no teu nome, que como qualquer outro detalhe que conste do Cartão de Cidadão, enferma como as palavras na impotência de expressar o que é enorme pela forma como se sente.

Os nomes, tal qual as palavras, colocam fronteiras naquilo que se sente com dimensão de infinito.

Viver é o exercício da minha liberdade.

E se algum nome te assentará bem, ele é ... Liberdade.

A minha liberdade, claro.

Ou não te amasse eu assim... na tua essência perfeita.

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