segunda-feira, 13 de abril de 2015

Se eu pudesse afogava todas as Segundas-feiras


Se eu pudesse afogava todas as Segundas-feiras, preferencialmente no oceano de beijos de um passeio de Domingo à tarde; daqueles que às vezes as semanas nos oferecem.
Calávamos o despertador, adiávamos docemente o pequeno-almoço, virávamo-nos e revirávamo-nos para todos os lados do quarto às escuras, e deixávamo-nos ficar todas as vinte e quatro horas no condomínio fechado e secreto onde os sentidos se soltam livremente.
Sempre sem hora marcada para o duche de água tépida que se constitui como a última etapa no processo de acordar.
Fazendo um drible irreverente às refeições e às horas em que habitualmente acontecem.
Depois eu escreveria sentado à mesa junto à janela, tu lerias o teu livro num canto do sofá que a minha vista pudesse alcançar, e só faríamos pausas para um beijo ou um café que nos perfumasse as horas.
E quando o dia já estivesse para terminar e a Terça-feira se aproximasse timidamente como se fosse Segunda, nós conspiraríamos e chegaríamos a um consenso sobre a estratégia mais eficaz para também a conseguirmos afogar…
Quiçá novamente nos beijos de um domingo à tarde. 

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