quarta-feira, 23 de dezembro de 2015

Depois voaríamos juntos pelas manhãs de Natal que nos fazem poetas…



Dois copos de tinto realçam o charme do fim de tarde de inverno, e ateiam de liberdade as palavras que se soltam furtivas de entre os beijos com que desenhamos a nossa história.
De dentro deste nó onde se cumpre o desejo e a que chamam abraço, é muito difícil acreditar que lá fora Dezembro acontece, e a noite arrasta o frio para lhe fazer companhia.
Mas eu embacio a janela quando te leio uma carta de amor; palavras, gotículas de um ar e vapor de beijos que se instalam entre nós e o inverno.
Sim, estará frio.
Mais um brinde, os teus olhos...
Eu conheço este instante porque fomos nós e um querer imenso quem o inventou aos poucos, há muito tempo.
O tempo por onde fomos deixando perdidos e órfãos, o silêncio e a dor.
Eu desenharia um abraço dos nossos no espaço todo que me oferece a vida; depois voaríamos juntos pelas manhãs de Natal que nos fazem poetas.
Ainda bem que hoje vieste ter comigo meu amor.

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