quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Quando as tuas e as minhas mãos se enfeitam umas às outras de liberdade…



Entre "todos os Homens têm o seu rio" e "as palavras que me dirás por entre o despertar das madrugadas" escrevi mais de trinta mil outras palavras numa história que num destes dias te irei oferecer como presente.
Sentado quase sempre no recanto mais discreto da sala, deixei que do silêncio dos muitos serões emergissem as memórias, e com elas o tanto de vida semeado pelos teus beijos nas tardes frias de Lisboa.
Quando as tuas e as minhas mãos se enfeitam umas às outras de liberdade.
Só na aparência o escritor é um solitário; no seu íntimo carrega mundos inteiros, gente, o mar, craveiros de flores, cidades... que às vezes desenha assim sobre um papel e na forma de arrumadas letras.
Com sentido e com a verdade que a arte sempre pressupõe...
E pelo amor que me vais ensinando beijo a beijo; que a cada um deles aportam navios e especiarias, detalhes inéditos do universo que se fazem meus.


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