sábado, 19 de dezembro de 2015

Não adianta inventarem mais coisas acerca do Natal: ele é apenas Cristo que acontece



Não adianta inventarem mais coisas acerca do Natal: ele é apenas Cristo que acontece.
E nem adianta que as palavras dos humanos credos se revistam de ouro nos recantos sumptuosos dos templos ou nas vias imensas e caras das cidades; Cristo mora nas nossas mãos às vezes cansadas, e acontece quando elas se tornam as mãos de quem espera, e semeiam vida.
As mãos e os gestos tão insignificantes e simples como recortar palhaços para enfeitarem uma árvore de cartão.
Numa manhã de sol...
Que a tarde trará uma brisa suave para abençoar os passos da solidão onde o poeta repousa e colhe os seus versos.
Quando as árvores nos abrigam e nem damos pela ausência do céu; tal o tanto de infinito que mora na brisa do beijo que desejamos.
Cristo também mora na honestidade íntima dos afectos.
E entre os gestos e a poesia vai acontecendo o meu Natal.

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