quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

No lado direito da saudade



No lado direito da saudade, na esquina contrária à mágoa, plantei um vaso de orquídeas que fui regando nas noites de luar enquanto cantava, no intervalo das palavras de um livro que fui escrevendo para ti.
Sentado por ali em sossego nos dias de te não ver, dei ao corpo assento num sofá grená tecido de nuvens e pétalas de flores, e dei sonho á mente em voo rasante sobre o querer, e num impulso de liberdade.
Eu sempre soube que voltarias por aquele lado onde a intuição previu a minha sorte, e que os dois daríamos um abraço sem prazo de validade, cúmplice de todas as flores.
Das orquídeas.
E também das palavras; porque o livro descreve um herói que tem tudo de ti, e fala do mais perfeito dos amores.

Sem comentários:

Enviar um comentário