sábado, 26 de dezembro de 2015

O Natal apaga-nos a idade, entre amigos eternos, e quando o almoço é o minuto zero de uma tarde passada a brincar…



O chão por onde caminho agradece-me reconhecido as carícias imensas das tardes do berlinde, e oferece-me generoso, um rumo a que posso chamar meu, a liberdade.
O inverno debruou a ouro tom de laranjas maduras, o verde que é tecto para os meus passos, a orla de horizonte onde um pássaro ousou desafiar o frio para se juntar mim na manhã doce de Natal.
Depois…
Um café acorda-me as palavras, os amigos fazem com que se soltem entre beijos, abraços e as muralhas do castelo e da fé; beijamos o Deus menino, assinalamos o meio-dia com gargalhadas, e nem sei porque falamos dos cinquenta anos que vamos comemorar no ano que vem…
O Natal apaga-nos a idade, entre amigos eternos, e quando o almoço é o minuto zero de uma tarde passada a brincar.
Tomando balanço no mesmo chão do meu berlinde, o meu sobrinho João põe um avião a acariciar o ar, muito para lá do tecto das laranjas, e como quem busca o céu.
Escuta-se o chilrear do mesmo pássaro e este instante é tecido pela mesma liberdade, que é bênção e herança que tem o seu auge no Natal.
A liberdade que é a forma mais completa de rezar e é o beijo mais doce que se oferece ao Deus Menino.


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