domingo, 20 de dezembro de 2015

O tempo recorta instantes onde nós nos sentamos confortavelmente a conversar



O tempo recorta instantes onde nós nos sentamos confortavelmente a conversar.
E dizemos o tempo, pelo intenso sabor a destino, esquecendo-nos de que ornámos tantos dias com esta vontade.
Sentamo-nos sempre na plateia; que o palco mesmo quando transparente e permite espreitar o céu, é sempre para os actores entregues às deixas que os outros teceram para os enredos de comédia, drama, de non-sense e tantas vezes até de uma infeliz tragédia.
Na plateia somos nós, sem palmas mas por entre o doce aplauso da maior honestidade com a história, somos nós com as nossas palavras no enredo definido pelo uso e fruto da mais intensa liberdade, quando nos deixamos acontecer, por sermos tanto e quase tudo daquilo que queremos ser.
Na plateia…
Onde os beijos são sempre transparentes e com vista para nós, os dois sentados por entre um imenso céu.

Sem comentários:

Enviar um comentário