quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Que importa o que não se vê, se o universo está todo naquilo que se sente?



Há manhãs que calam o horizonte e que nos empurram para dentro de nós.
O mar escondido e triste por detrás da neblina, deixa livres as velas para que naveguemos pelo azul que a alma carrega consigo no amor que a perfuma tão intensamente.
Deixamos para trás Alcácer Quibir e as areias onde o sangue repousa inerte entre a espada e os despojos do gibão.
"O desejado"....
Cumprirá as falas do "profeta" de Trancoso e chegará até nós desmanchando a espera onde estamos recostados há tanto tempo; numa manhã tom de cinza como esta.
A navegar, descubro-te depois em mim na alma e numa ilha vestida de azul, tu e todo o tempo que moldas perfeito...
"O desejado".
Que importa o que não se vê, se o universo está todo naquilo que se sente?

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