sábado, 12 de dezembro de 2015

O amor é o doce e perfeito sossego que se colhe de dentro de uma alma alegremente desassossegada



O trovador jamais resiste à madrugada, e no seu despertar que abraça o dos dias em berço de sol nascente, eleva o pensamento para quem ama e espreguiça-se depois em versos que não têm fim.
Quem o vê assim em explosão de festa, dirá que o amor lhe enfeitou os modos e o sorriso, que estendeu longas e garridas colchas desde o seu olhar, a mais indiscreta das janelas, aquela por onde a alma nunca resiste a debruçar-se e a espreitar.
E quando o dia depois corre veloz, porque sempre voa o tempo para quem está feliz; entre o pensamento e o assobio instala-se uma doce e infinita cumplicidade por onde também às vezes se soltam palavras, mas daquelas em rima e tecidas ao jeito de cantar.
Diz-se que o amor é o doce e perfeito sossego que se colhe de dentro de uma alma desassossegada. Alegremente desassossegada.
Digo eu que sim, é verdade. E provo-o pelo ritmo a que as palavras fluem do pensamento onde tu moras, todo o dia e a começar nos instantes em que comigo se espreguiça a madrugada.

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