segunda-feira, 1 de junho de 2015

A coerência de um só céu



O nosso beijo preserva o eco rubro das cerejas maduras, o canto doce que a terra tomou do sol nas manhãs de primavera, enquanto se espreguiçava a alvas flores na encosta íngreme que parece querer beijar o céu.
E este canto veio connosco até à beira mar, trouxemo-lo até aqui aonde as asas abertas das gaivotas rasgam o infinito, o tecto da casa perfeita que construímos para namorar; enquanto nos espreguiçamos a beijos nas tardes brancas de Lisboa.
A coerência de um só céu a cobrir terra e mar, e o nosso beijo transversal a latitudes, à longitude e ao tempo... compondo a poesia e convocando intermináveis as palavras...
Como cerejas por entre o rubro detalhe de um quase verão.

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