segunda-feira, 15 de junho de 2015

Varandas inéditas



O teu amor abriu em mim novas varandas, generosos parapeitos rasgados e de primavera com vista para as cidades todas do universo.
Varandas, assentos privilegiados de onde o olhar se solta e voa sem temores ou cansaços trazendo-me a poesia na forma de mil palavras.
Sim, eu ganho o mundo inteiro nessas inéditas perspectivas iluminadas e viçosas que me ofereces em cada beijo, em cada abraço... no sossego infinito e doce de nunca estar só.
E os dias abrem-se de sol e a casa que sustenta este sentir tem sina e genética de Carmo e Trindade, imbatível e eterna colina de Lisboa à prova de dores, de terramotos e tormentas.
Por ti fico rés-vés com a sorte e agarro-a fazendo-a definitivamente minha.
Viverás para sempre aqui comigo na coerência do querer e da liberdade que semeia cravos em todos os amanheceres.
Novas varandas…
Cravos rubros, tal qual o sangue da torrente de um coração que é teu mas que bate em mim.


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