domingo, 14 de junho de 2015

As manhãs...


Há manhãs tecidas pela genética dos encontros, dealbar da saudade que a noite descobriu e revelou intensa por entre a distância.

Há manhãs de Junho denunciadas apenas pelo grito rubro da taça de cerejas maduras que ilumina a mesa do pequeno-almoço tomado a uma hora tardia.

São as manhãs temperadas de vontade, as manhãs que soubemos inventar em nós e a que legitimamente chamamos nossas pela força com que as desejámos.

E mesmo que o sol de Junho esteja oculto e o não possamos ver, entendemos que o céu vibra com a nossa festa e não resistiu a vir abraçar-nos de chuva.

O céu dos deuses, Olimpo da crença de todos os Homens e de todos os tempos alegra-se connosco e celebra com lágrimas férteis a alegria da madrugada que traz com ela a sina de um beijo.

Há manhãs que jamais deixarei morrer. 

Esta manhã.

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