terça-feira, 2 de junho de 2015

Sente-se a brisa fresca do entardecer…


As cadeiras e a mesa de metal à esquina da praça acenam ao nosso cansaço e oferecem-nos repouso.
Não resistimos mais…
Sentamo-nos finalmente; ali algures entre o poeta e o eléctrico que acelera e passa cortando o vento.
Aos poucos, vamos enchendo a mesa com palavras, mas daquelas que nunca voam; as palavras que contam a história que fazemos juntos entrelaçando vontades.
O Sporting ganhou a Taça, o Benfica foi Campeão, juntámos as nossas camisolas num abraço e fizemos um país; Portugal, tal qual a nossa história.
O sol já partiu e sente-se a brisa fresca do anoitecer. Sinto-o particularmente nos braços descobertos enquanto escuto o seu sopro nas tílias que nos oferecem um tecto informal naquele instante.
Tu adivinhas-me o frio, fazes-me uma carícia, e quando te olho nos olhos percebo que já não há poeta, eléctrico ou mais alguém ou qualquer coisa; o teu olhar é o meu mundo na tarde de Lisboa.
Então, ajeito-me com as palavras e repouso deixando entrar um sonho grande, sem sequer fechar os olhos e adormecer.
O cansaço já partiu, levou com ele o desconforto e o frio.
E entre um sonho e outro sonho vou regressando ao teu olhar... para me aquecer.

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