terça-feira, 9 de junho de 2015

Os canteiros que o dia me oferece



O dia oferece-me um canteiro imenso onde eu pela ousadia e com as minhas mãos, rasgo a terra, e deixo explodir de raízes e flores, a memória semente dos beijos todos que me deste nos entardeceres que fizemos nossos.
A fertilidade de tudo aquilo que colhe de nós o suor de um intenso querer...
E é o teu aroma que se solta então das palavras que colho e vou compondo na tarde em que o céu enegrece e a chuva se anuncia para calar o pó do deserto que o vento trouxe com ele.
Palavras como chuva... mas para calar saudades.
Palavras tuas que me abraçam e me resgatam da solidão.
Por ti nunca serei um homem só caminhando assim apressado por entre os canteiros de um jardim de hortênsias e rosas de primavera; dentro do silêncio dos meus lábios mora o canto de todas as palavras mais doces...
As tuas palavras.
O eco eterno e perfeito dos nossos beijos.

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