quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

O amor é um eterno abraço sem pausas para a solidão


A noite traz-nos por vezes recantos perfeitos onde por entre a escassa luz partilhamos segredos.
Um afago, uma palavra, o fim do medo de sermos nós… e o deixar que a alma se entrelace na de alguém ao ritmo do assumir de todas as mais confortáveis cumplicidades.
E às vezes nesses recantos assistimos à morte de uma certa solidão, talvez no exacto momento em que as mãos já não sentem a distância de por quem choram, e os sentimentos expressos por palavras ajudaram a construir a casa onde iremos viver, e que é a casa onde mais queremos viver.
A casa onde nunca faltarão os bolos da nossa ilusão.
A casa com vista para a praia onde passearemos todas as manhãs e ao entardecer.
Ali, na praia, desenharemos passos lado-a-lado na areia e bem junto ao mar que os arrancará para si pela espuma e pelas algas que as ondas trazem consigo, fazendo deles um tesouro que percorrerá o mundo inteiro no maior esplendor de azul.
E existirão instantes em que não resistiremos a um abraço, a um beijo que cubra de intenso doce a brisa salgada que a praia interponha entre o nosso respirar.
E as palavras e juras de amor que se soltarão de entre os beijos…
Depois talvez nos deitemos na areia esperando o luar, contando histórias, fazendo planos, mas sempre num abraço; ou não fosse o amor um eterno abraço sem pausas para a solidão.
  

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