sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Perdi-me tantas vezes em tantos abraços até te encontrar…


Há um não sei quê de irresistível que colho deste instante e tece em mim a vontade de querer voltar sempre aqui.
Há um rio que a noite tinge de negro e abandona à mercê do luar; sente-se a brisa fresca no aroma do vento que terno nos abraça; faz-se de luz o horizonte nas terras do sul, as terras de para lá da ponte e do Cristo-Rei; há o passo dolente e iluminado dos navios que levarão de Lisboa as lembranças da mais perfeita das cidades…
Mas é por ti que se me faz adicto este momento que esboça o abraço terno e eterno do maior amor; este estar em que todo o teu corpo cumpre os mais ínfimos desejos do meu, e se faz a minha sorte.
Perdi-me tantas vezes em tantos abraços até te encontrar…
Mas agora aqui olhando um rio e tomando-lhe a brisa que o denuncia num inevitável destino de mar, eu sou um homem parado no cais onde desembarca o seu destino por entre uma festa de rosas e de aromas, das fanfarras, dos bombos, do fogo… e eu sinto na brisa entre barbas e no nosso respirar, a denúncia de que este é mais do que um instante, é o irresistível e eterno destino de te amar. 

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