domingo, 11 de janeiro de 2015

O meu amor…


O meu amor mora entre os teus braços naquele exíguo espaço definido pelo eterno impulso de fundir o meu com o teu respirar…
O meu amor tem o aroma das palavras que se soltam entre as memórias do rosmaninho e dos juncos que colhemos nas tardes passadas à sombra das glicínias…
O meu amor tem os contornos perfeitos desenhados pelos nossos passos entrelaçados sempre que saímos juntos para namorar pelas ruas e calçadas de Lisboa…
O meu amor é da cor do Tejo naquele tom azul com que o incendeias ao sorrir, por bênção do teu olhar…
O meu amor tem o sabor doce dos beijos que colhemos da noite e de todos os instantes passados com a cumplicidade do luar…
O meu amor tem o toque suave da tua pele, da infinita festa que nasce do impulso de carícias a que se entregam os nossos dedos…
O meu amor não é longe, não é perto, não é tarde, não é cedo… o meu amor é o tempo todo no espaço perfeito e infinito da eternidade…
O meu amor é o côncavo e o convexo, o par e o ímpar, o branco e o preto, o sonho e a realidade, a esquerda e a direita, o sim e o não, o estio e a neve, a noite e a aurora, o tudo e o vazio, a frente e o reverso…
O meu amor é a música nascida das manhãs de onde se solta a poesia… mas o meu amor é também o silêncio onde o pensamento se permite ousar soletrar todas as palavras…
O meu amor tem os detalhes todos dos sonhos com que nos permitimos arquitectar juntos o futuro…
O meu amor…
És tu…
E terá sempre o teu nome.

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