quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Um beijo e essa casa que faz nossas todas as estrelas que brilham na noite em que o luar generoso não se cansa de nos alumiar


Na história de todos os nós, há instantes que rasgam socalcos, degraus gigantes de uma escada informal e inesperada que nos permite chegar ao cimo da mais alta montanha, aquela que tantas vezes e de longe apelidámos de impossível.
Socalcos como canteiros generosos enfeitados de flores, cores e aromas, para que a subida seja toda ela um prefácio da festa maior de chegar ao topo.
E há fontes de onde jorram palavras, tal qual água fresca para o alento de jamais sequer pensar voltar atrás.
E há o teu corpo como um perfeito bordão.
E há lençóis tecidos de abraços, como relva à sombra de árvores de folhas generosas onde podemos descansar e nem sequer temer algum tropeção maior que nos perturbe o caminho.
Na história de todos nós…
Haverá um abraço inesperado como o nosso na timidez de uma tarde entre palavras escritas, um instante apenas e de quase primavera de onde nasceu a rota feita de socalcos por onde sigo pelos dias, e contigo, montanha acima.
A alegria de nunca me sentir só.
A ousadia.
A paixão certa mas tranquila.
E de tão grande e tão doce, às vezes sabe a completa ilusão esta festa de nos vermos chegar ao cimo… lá onde só existe céu no todo à nossa volta e em rima com o teu olhar; e quando um beijo nos oferece a casa para ficarmos eternamente por ali como coroados reis no mais perfeito e recorrente de todos os sonhos.
Um beijo e essa casa que faz nossas todas as estrelas que brilham na noite em que só luar generoso nos alumia.
Um beijo e uma jura de amor eterno numa casa para dois que vivem como quem sonha um só sonho.

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