quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Eu também vi o debate entre Passos e Costa…


Eu também vi o debate entre Passos e Costa…
Ontem um pouco depois das oito da noite sentei-me em frente ao televisor, jantar num tabuleiro, e a expectativa da “conversa” entre os dois candidatos, um dos quais será o próximo-primeiro ministro do meu país.
Cidadão da chamada classe média e com uma taxa de IRS que me “rouba” mais de metade do salário anual, eu fui legitimamente em busca de pistas para o futuro e para poder fazer uma escolha consciente nas eleições do próximo dia 4 de Outubro.
O que vi…
As três estações de televisão em sintonia como nos sábados e domingos à tarde e inevitavelmente para um espectáculo pimba; com uma desvantagem destes apresentadores relativamente aos que gritam em cima dos palcos de Carrazeda de Ansiães ou Vila Pouca, é que estes raramente acertaram e olharam para a câmara certa.
O conteúdo… gráficos, números acrobatas, acusações, mistificações, passado, Sócrates, “foi você”, o fado da desgraçadinha, os “maridos” enganados, as traições, o “ping-pong” dos milhões… e outros adereços num show demasiado “Kitsch” em que o “ligue” relativamente aos números de valor acrescentado foi substituído pelo “vote”… nos números de circo, claro.
Vote e pode ser que lhe saia por exemplo uma restituição da sobretaxa de IRS, não sabemos quando, não prometemos como… pois… se… depende… claro. É tudo sempre uma questão de sorte.
Sobre aquilo que me interessa não ouvi nada, não senti nem um posponto de confiança; e entre a desonestidade de Passos a dizer que o país está melhor e a desonestidade de Costa que responsabiliza a oposição pela chamada da Troika em 2011, eu para ser honesto tenho de dizer que detestei os dois.
O próximo primeiro-ministro do meu país vai ser um “artista” formado na “Operação Triunfo” das juventudes partidárias, uma “estrela” que sabe pedir água gelada e temperatura fresca para o ambiente, que é reconhecido nas Áreas de Serviço das auto-estradas a fazer o playback dos beijinhos, mas que na hora de fazer algo por Portugal consegue os zero pontos da Célia Lawson na Eurovisão de 1997.
Porque o importante é apenas participar, porque o importante é ser primeiro-ministro e levar para o “palco” e dar emprego a um coro de boys que já começaram a “afinar” pelas redes sociais.
Vencer o debate?
O Professor Rebelo de Sousa ainda consegue selecionar o Costa porque a vitória do PS lhe interessa mais à candidatura presidencial, mas eu para escolher um ou outro teria de fazer uma ridícula selecção entre a Rebeca ou o Quim Barreiros, e recuso-me a tal figura.
Pode ser que um dia eu vote num deles…
Mas como sou vingativo sempre digo que não sei quando, nem como… se… talvez… pois… depende.
E que hoje regressem os “Beirais” que sempre são melhores para a minha digestão.

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