segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Há dias que nascem para que nós cumpramos a festa que devemos à vida…


Há dias que nascem para que nós cumpramos a festa que devemos à vida…
Um chão de mármore resgatado da terra onde brincámos e depois devidamente polido para ser o espelho informal dos círculos de amigos em circunferências de palavras e riso, das rodas dos meninos de mãos dadas a cantar…
Olhares cravejados por carvão no papel ou então moldados de açúcar, os cliques, as fotografias, a pose, a arte e a poesia que têm marca de eternidade…
O ouro dos instantes, das alianças, dos presentes, do tempo que nos passa pelos dedos e permanece…
A fé que cruza a História e nela fica definitivamente tatuada; duas violas, rosas vermelhas e brancas, as vozes, as canções com letras de anónimos poetas, um órgão que dá o tom, os salmos e as palmas…
Um piano rasgando a tarde, um menino que brinca com a paz de um anjo sentado, um brinde que borbulha quando o sorriso disfarça as rugas e o muito que ainda queremos viver nos apaga a idade…
Os beijos e os abraços que não cessam.
Há dias que nascem para que nós cumpramos a festa que devemos à vida, sábados de Setembro em que a muita vida de cinquenta anos se palpa na mais doce memória gravada num muito breve instante.

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