sábado, 19 de setembro de 2015

"Onde correm rios verdes"



As ladeiras diluem-se na vontade de chegar por entre a maior indiferença relativamente às distâncias.
Já conheço as árvores que ladeiam a auto-estrada A6 e tenho as minhas preferidas, conheço as casas, os montes... Deixo que o YouTube faça a "Minha Mix" e entre Zambujo e Abrunhosa, John Grant canta três vezes: "I want to go to Marz"...
"Onde correm rios verdes".
À entrada de Vila Viçosa e como no tempo em que eu era rapaz, há a escultura de uma cegonha junto ao depósito das águas, do exacto sítio de onde se avista o castelo para onde eu hoje tomo caminho.
Tenho amigos à espera e as palavras anseiam por se soltarem como pontes seguras que persistem entre nós.
O sol despede-se da Vila a beijar a Igreja de Nossa Senhora, e eu faço uma foto depois de estacionar o carro e ter percorrido as pedras entre as laranjeiras.
"Onde correm rios verdes".
Marte é às vezes a nossa casa... e a nossa casa é o sítio que nunca sentimos distante.

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