sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Nós os dois na eternidade de uma Lisboa que já cheira a Outono


O ar já não desmente o Outono quando Lisboa ao fim da tarde se faz cúmplice do nosso encontro, quando o meu olhar sacia a sede do teu.
Cumprimos a universalidade dos navegadores calando de vez as fronteiras que poderiam ainda persistir entre nós, o teu respirar é o perfume perfeito que me envolve por entre o gosto a mar, e o teu corpo trouxe definitivamente com ele as fórmulas secretas, ocultas especiarias que cumprem o máximo desejo à superfície do meu.
Tu conheces-me bem…
E enquanto as nossas mãos navegam um pelo outro como caravelas na rota de sábios e astrolábios, há palavras que se alinham no épico destino dos versos de um poema; a Odisseia dos amantes…
A Ilha dos Amores no Canto Décimo da arte de Camões.
Nós os dois na eternidade de uma Lisboa que já cheira a Outono.

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