segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Uma nave e o universo


Demos aos dias uma forma que não vem nos compêndios, oferecemos-lhes a geometria do desejo que conflui para um abraço, e construímos com eles uma imensa nave que revestimos de liberdade e de onde conquistamos o universo.
Um caminho de granito sob um tecto de quercos e castanheiros, os nossos passos incendiados pela festa de uma fonte que corre para nos perfumar de água fresca, o toque fugaz na tua pele que tem tanto de seda, “os musguitos”, as palavras de amor que se soltam com a leveza dos mais doces segredos…
E eu voo por sobre um imenso vale bordejado de fruta, de promessas de cerejas, do tom rosado das maçãs, uma casa infinita onde sempre espreita inesperado o alecrim.
Dono do mundo.
Que importa o pouco que os outros possam ver de nós, se eu sinto que o teu abraço é tudo e o tudo perfeito onde eu finalmente aconteço?
Até o banal se apaga na fonte onde corre perfeito um imenso amor.
Uma nave, o universo… dias tão diferentes mas tão nossos.

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