quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Nascemos...



Nascemos ao ritmo dos beijos, e depois, deixamo-nos ir com as gaivotas num voo alegre pelo céu de sal da praia deserta.
As asas, tomámo-las do instante em que desistimos da identidade dos nossos braços e nos entrelaçámos um ao outro.
O abraço perfeito e apertado pela vontade.
Só o mar acompanha a música que escolheste para esta tarde em que as palavras se adiam sem remorso, tão nítida é a certeza de que é nosso e imenso todo o tempo que define o futuro.
E fugimos voando os dois na rota que nos leva a nós; por um segredo, por um atalho e um viés no previsível.
Talvez mais além possa um pescador puxar peixe nas redes e as gaivotas desistam de voar.
Mas nós persistiremos.
A voar, a nascer...
Juro que jamais guardarei só para mim o impulso infinito de um beijo que nasça nessas tardes que nos oferecem tudo e um berço; as tardes dos dias perfeitos que começam sempre quando me chamas... meu amor.

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