quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma carta que me transcreve como uma nave solta pelo espaço



Quando o sol se rende ao ocidente e as luzes se acendem pela cidade, abrem-se no céu páginas em branco que esperam por mim e me desafiam.
Ali sentado algures entre os cansaços e a melancolia, envolto pelos silêncios e num certo tom de saudade, pego nas palavras que conheço e reproduzo da alma o sentir, um pouco como se conversasse contigo no lusco-fusco doce do sofá que mergulhou no fim de tarde de Outono.
Palavras… uma carta que me transcreve como uma nave solta pelo espaço e que não reconhece limites nem o absoluto, que no instante em que o sol se põe há sempre alguém que está algures entretido a vê-lo nascer.
E voo contigo, nessa hora, depois… noite fora; e o que fica?
Eu e tu num desenho perfeito de liberdade, de um querer imenso e de mil palavras que leio e releio, e que perdura muito para lá da poesia de cada novo amanhecer.

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