terça-feira, 10 de novembro de 2015

A essência das rosas é eterna


A rosa seca, privada da cor e sem perfume, que um dia guardámos num canto da sala, continua a ser a rosa que ateia as memórias dos instantes em que alguém declinou nas flores a expressão de um sentimento que nos fez maiores.
O amor-perfeito marca pelos anos todos, a página com o parágrafo que não queremos esquecer de um livro que para nós será eterno.
Guardamos o som e a música dos momentos, as linhas perfeitas dos rostos em fotos que contrariam e suplantam o tempo...
Descobrimos em nós os gestos, as palavras e o sentir que alguém "pediu" que lhe guardássemos enquanto brincávamos entre as papoilas nas tardes de ouro do verão das searas.
O amor cala sempre qualquer partida e oferece eternidade.

A minha avó Francisca nasceu faz hoje precisamente 100 anos. Partiu em 1981 num dia quente de verão.
Uma rosa…

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